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Ressurgindo

- Vai, me bate.
*pá*
- Você não entendeu, eu quero que você me machuque!
- Você é gorda e feia.
- …

 

Não morri. A vida tá corrida – e boa – me cortei, levei doze pontos na patinha direita, tô me recuperando sem sequelas e volto essa semana pra falar bobagem pra vocês de novo. E pra manter a integridade do blog, não vamos revelar o nome do Luiz, participante do diálogo acima. Opa, malz ae.

gordinha

Tecnologia é um troço complexo. Não porque envolve combinações doentias de 0 e 1 ou porque seus pais não se dão bem nem com as teclas do celular, mas simplesmente porque causa dependência. Vira mania, doença. Você não consegue se imaginar num mundo onde não exista internet ou alguma conexão invisível com o mundo. Existe a necessidade de checar emails toda hora. Atualizar sua página do orkut e descobrir que não, ninguém te mandou um scrap desde a última vez que você olhou – algo em torno de dois minutos atrás. Postar coisas desnecessárias e até inconvenientes no seu twitter ["minha mãe faz xixi no banho"], e por aí vai.

Em alguns casos vira patologia mesmo, e esse seria um bom tema pra um TCC. Mas se você consegue escapar razoavelmente ileso de todas as doenças imagináveis causadas por vícios nerds, há ainda com o que se preocupar.

não, não é a gripe suína.

não, não é a gripe suína.

No ano passado, um livro chamado Numerati foi lançado. Stephen Baker, um jornalista muito desocupado resolveu escrever sobre uma espécie de organização que estuda dados matemáticos que largamos por aí, a fim de descobrir quem somos, o que gostamos, o que compramos e pra quem damos o que fazemos. Tudo isso baseado em coisas muito simples, como notas de cartão de crédito e histórico de visitação de sites. Se eu cruzo essas pequenas informações, já posso saber se você é um nerd que compra revistas pornô e visita o RedTube.

Há cerca de um mês, o dels da internet lançou o Google Latitude. Um serviço muito bacana que diz onde você está, de modo que seus miguxos podem te encontrar e todos festejem juntos com uma rodada de suco de goiaba. O negócio ainda é meio experimental, mas já existe um programinha oferecido pelo próprio Google – que é a Madre Teresa em forma de pixels – que funciona como um GPS, ao que eu pude entender. Você pode instalar o treco no seu orkut, no seu celular ou ainda no seu notebook.

Curiosamente, o objetivo de todas essas adoráveis tecnologias stalker está em proteger, prevenir contra o terrorismo, ou pura e simplesmente direcionar conteúdo que te interessa pessoalmente, assim como já funciona o AdSense, por exemplo. Mas particularmente, me parece muito ingênuo acreditar que essas informações sejam usadas apenas pra isso. Se fosse o caso, seria a CIA, o FBI ou o Capitão Nascimento quem estaria recolhendo esses dados e protegendo a sociedade. Não o Google.

passa teu login, 02!

passa teu login, 02!

Embora seja totalmente classe média, isso tudo me parece uma grande conspiração para a dominação do planeta. O esquema é se desprender das banalidades desse mundo: abolir celular, twitter, orkut e blog. Não fazer mais pesquisa no Google, invés disso a gente usa a velha enciclopédia Larousse e se fode porque não tem Crtl+F… Proponho um movimento de desprendimento virtual. Uma semana sem internet. Quem sobreviver deixa seu relato para a posteridade. Eu não vou participar porque preciso checar os comentários, mediar spam e tal, né… Mas boa sorte pra vocês hauehuahea ;]

Enchendo linguiça

Fui pra Campos do Jordão, beijos.

Rumo à calçada da fama

blog-5-lugar

Eu queria agradecer a minha mãe, meu pai, meu irmão, meus leitores e a classe média. Beijos.

Obs.: Esse ranking considera os blogues cadastrados no Brasil.

Classe medíocre

Hoje de manhã vi um troço chocante. Tava lá, eu e meu irmão na motoca, indo pros nossos afazeres diários, passando pela Rodovia Anchieta. À certa altura, vimos um aglomerado de carros tentando mudar de faixa e o que parecia ser um engavetamento. Uma carreta, daquelas cegonheiras, fez não sei o quê, um Uno conseguiu frear em cima da traseira da carreta, um Corsa tentou desviar – e se enfiou na divisória de concreto entre as pistas – e uma Cherokee intacta, que destruiu o Corsa.

Pessoas chorosas com celulares na mão, um motoqueiro ajudando a desviar o fluxo de carros que chegava, vidro estilhaçado pelo chão e alguém tentando abrir a porta do que devia ter sido um Corsa até minutos atrás. Havia vítima e tal, fiquei totalmente pasma na hora, porque não é todo dia que você vê isso. Quase comecei a chorar pensando em quem tava dentro daquele carro. Já pensando no post que escreveria hoje, me veio à mente: “mas que coisa de classe média me chocar com isso!”.

Deixando de lado todo a tristeza que eu causei (?) em você ao narrar o acidente, acho que é consenso que essa tal classe média é decididamente assustada e sugestionável. De modo ridículo, até. E os sinais disso são facilmente perceptíveis. Tenho pena de ver, mas é engraçado. O tempo todo, a classe média morre de medo da violência na cidade grande, mas não deixa nunca de ler a Veja, com suas matérias sempre alto-astral, com fundo preto, e a cara da menina Isabella. Aliás só o fato de chamarem de “menina Isabella”, invés de apenas “Isabella” já serve pra te fazer sentir dó. Falando em revista, uma das coisas mais cômicas é ler coisa de classe média. Super classudos, são conhecedores de produtos culturais de muito valor, portanto, vamos assistir Fantástico, aquele programa cheio de conteúdo produzido pela BBC e Patrícia Poeta, a jornalista-engraçada-sensual-descolada. Ou então, vamos ler a Gloss, que traz esse mês as respostas pra você que não sabe o que fazer quando a quantidade de transas diminui.

HAHAHAHAHA diretamente da Praça é Nossa!

HAHAHAHAHA diretamente da Praça é Nossa!

Classe média que se preze tem portão automático acionado por botãozinho que demora mais de um minuto pra fechar, dando tempo pra entrar uma boiada inteira de assaltantes. Na ausência do automático, tem portão de ferro, com grade na janela, onde se pendura os pisca-piscas de Natal. Não usa panela sem teflon porque dá câncer e só cozinha com colher de pau – que prolifera milhões de bactérias – pra não riscar. Faz terapia de casal e procura um psicólogo pro filho, que certamente ficará traumatizado com o fim do casamento dos pais. Come e entende tudo de comida japonesa porque é saudável. Critica BBB pela falta de conteúdo, mas geeeeeeente, o Max ganhou! E por aí vai. Há termos técnicos pra definir essas pessoas, mas deixemos isso de lado porque classe média só finge que tem conhecimentos sobre todas as coisas, quando na verdade, enche linguiça na maior parte dos assuntos.

- Ce viu, Blink voltou.
- Não ouço música de massa com som agressivo e sem nenhum tipo de reflexão. Prefiro Mallu Magalhães.

essa menina realmente me dá algo sobre o que refletir.

essa menina realmente me dá algo sobre o que refletir.

Há uma lista infinita de coisas a se enumerar, mais trocentos exemplos, mas aí eu seria apedrejada por citar conhecidos. E como a sociabilidade, por mais falsa e superficial que seja, é algo altamente apreciado pela classe média, paremos por aqui em nome da harmonia entre classes. Eu só prometo que nunca vou chamar meu marido de “papai” e vou descer a vassoura nele o dia em que me chamar de “mamãe”.

Post-pílula em rítmo frenético

Fato é que agora o blog será atualizado semanalmente, como explicado aqui.
Porém, entretanto, contudo, todavia, calhou de eu estar absurdamente ocupada hoje. Tenho que montar um texto sobre o senhor Marcelino Freire (quem? eu também não sabia até meia hora atrás…) e, dependendo disso, ganho ou não uma bolsa na minha adorável faculdade que me cobra 1000 pila por mês.

Mimimi finalizado e concomitantemente (adoro essa palavra) à minha pressa, cabe dizer que esse sujeito editou um livro chamado Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século. Livro esse que consiste em textos de até 50 LETRAS – exceto acentuação e pontuação.

Título: Emocionante relato do encontro de Teodoro Ramirez, comandante de um navio misto, de carga, passageiros e pesca, do Caribe, no momento em que descobriu que a bela turista inglesa era, na verdade, uma perigosa terrorista cubana, que tentava penetrar num porto do sul da Flórida para dinamitar a alfândega local, e procurou forçá-la a favores sexuais.

Microconto: – Capitão, tem que me estuprar em 1/2 minuto; às 8, seu navio explode.

soraya

Ser mulher não é fácil.

Pra começar, vale dizer que no meu bloguxo antigo, eu sabia que a maior parte dos leitores eram moleques cheios de hormônios que passavam horas jogando World of Warcraft na solidão de seus quartos. Agora, com uma nova clientela e alguns dos velhos samaritanos, não sei mais como tá a divisão. Se for algo em torno de 50% pra cada lado, a gente pode pensar em marcar encontros entre vocês, daí eu vou, assisto e escrevo. Se rolar cópula, eu continuo só assistindo. Tipo aquele programa do hoje não, Márcio Rodrigo Faro.

Voltando assunto, ser mulher é foda. Não porque de nós depende a continuidade da espécie e isso é a coisa mais linda de dels. Mas porque hoje, no século 2009, somos invariavelmente um produto sexual. Não precisa citar funk, a vulgaridade das danças e lálálá. Exemplo fácil: qualquer, eu disse QUALQUER ser humano do sexo feminino possuidor de uma conta no Orkut tem pelo menos uma foto çenssuau. Tiradas no espelho pra mostrar toda a gostosura é o top top. A questão é: pelo quê uma mulher precisa passar pra ser sexualmente atrativa e POR QUE ESSA NECESSIDADE, MELDELS??

Esse assunto não me surgiu à toa. Já há dias tô pra atualizar, mas aí tava sofrendo de TPM, então preferi esperar. Eis que ontem fui à cabeleireira. Chego lá, a adorável transsexual que ganha fortunas cortando cabelos, porém menos do que ela faturava quando fazia programa – sim, ela fazia programa e não era software – simplesmente fechou o salão sem me avisar. Puta da vida, fui noutro salão e passei por uma sessão de tortura só comparada à uma surra de vários paus moles.

censura porque tava mole mesmo.

censura porque tava mole mesmo.

Me puxaram tanto o cabelo, sob o calor de um secador tão quente que achei que meu cérebro ia derreter e escorrer pelo nariz. Amaldiçoei muito aquela cabeleireira. Agora você, leitor do sexo masculino, não sabe pelo que passa uma mocinha bonitinha quando encontra uma na rua, não sabe comofas pra que ela fique apresentável. Experimente um dia empurrar a gats numa piscina. Você verá em sequência um olhar de desespero intenso seguido de desprezo profundo, pelo qual ela nunca irá te perdoar. Em seguida, pegue um côco verde, faça um furo, coloque um canudo e enfie na bunda espere o cabelo dela secar. Mas não deixe que ela recorra a nenhum artifício alienígena, tais como chapinha, reparador de pontas ou prendedores de cabelo.

Se invés disso, você preferir algo menos perigoso, visite essa mesma gats pela manhã, algo tipo Gugu na Minha Casa. Sua linda amiga que até eu comia será substituída por olheiras, espinhas, manchas no rosto e um cabelo desgrenhado. E mais, se você tiver a pachorra de puxar o cobertor, vai ver ela de shortinho com as pernas peludas. Sem falar no que mais pode estar peludo.

bom dia, flor do dia.

bom dia, flor do dia.

Não tem muito pra onde correr: o cabelo é falso, ela não tem a barriga saradinha (levanta a blusa que você encontra aquela calcinha que só sua vó teria permissão pra usar), os peitos não são grandes como parecem (até meia serve de enchimento) e há chance ainda de ela ter joanete. Mas paciência; como dizia meu tio, “não vou comer a celulite”. Pensamento machista? Por que as fotos çenssuais no Orkut, então?

A Bunda

- Você quer minha bunda.
- Não quero, não.
- Quer, sim.
- Não quero. Você não ia querer dar…
- Viu, se eu quisesse, você iria querer também.
- Não iria.
- Então, você iria recusar minha bunda?
- Sim.
- Nossa, você tá me rejeitando!
- Não, eu ia querer! Pra nao te deixar triste e…
- Então você quer minha bunda.
- …
 019749032-fmm00

Post em breve.

Morrer, como fas/

O que você faz todo dia? 
Rotina capitalista que te mantém acordado no modo “piloto automático” de segunda a quinta, pra na sexta você sofrer até a hora de ir pra casa comemorar porque chegou o fim de semana? Daí nesse dia você sai, chega podre no sábado de manhã, sai de novo e passa o domingo reclamando que “amanhã é segunda”? É o que eu geralmente fazia, quando trabalhava. Sim, porque ainda sou vagal e vocês podem me odiar, já que mesmo assim eu não posto com mais frequência.

Ter mais tempo livre é uma merda. Você descobre que aquela frase da sua vó é verdade, que a sua oficina vazia vira mente do capeta. E a razão é simples: estar desocupado te faz pensar na vida. E na morte. Ok, eu posso ter algum desvio mental, mas até cerca de uma semana atrás, eu pensava toda noite no quão desesperador deve ser morrer. Em como ninguém nunca voltou pra dizer como é “o lado de lá”.

manhattan

Sem desrespeitar o terreiro de ninguém, mas o lance de que desencarnar é passar pra um plano em que tudo é suspeitamente parecido com a vida na Terra não me convence muito. Tampouco a idéia de ficar lá em stand by até o dia do juízo Final e lálálá. Outro dia não me contive e demonstrei meu desespero durante a janta, num momento familiar.

- Tenho medo de morrer, não sei como vai ser, isso me assusta… Quer dizer, não acho que eu vá virar um ponto de luz no universo ou algo assim.
- Provavelmente você deve passar o resto da eternidade pensando na coisa que você mais pensou enquanto tava vivo.

Ah, que ótimo, ainda bem que eu tenho pensado muito na morte. ¬¬’

Agora vejam só vocês. Se morrer é uma coisa indefinida do ponto de vista de quem morre, já que não sabemos o que acontece, pra quem fica é uma bela merda. E nem tô falando de sentir saudades, mimimi. Claro, essa é a parte mais permanente e duradoura, que vai te fazer chorar escondido quando ouve uma música ou quando lembra de algo sobre a pessoa. Mas se você já teve o desprazer de participar dos trâmites de um velório, enterro, etc, sabe do que eu tô falando (e eu espero que você não saiba, porque perder pessoas não é bacana).

Você está em choque, perdeu um ente querido e é o responsável pelos últimos momentos da pessoa. Passada a palhaçada que muitas vezes ocorre na hora de liberar o corpo – como, por exemplo, os caras quererem ganhar mais dinheiro do convênio, demorando pra liberar -, você tem então que avisar a parentada, cuidando pra que nenhuma outra tia velha e sensível sofra um derrame quando souber. Minha mãe, mesmo, a mulher fica violenta nesses casos – pobre enfermeira, tomou uns tapas quando meu bisavô morreu.

Depois de avisar a galera e deixar scraps chamando pro velório, é hora de escolher o caixão. Minha bisa, falecida há uns 3 anos, foi minha única experiência até o momento – e eu nem tô afim de virar expert, ok, não morram, bjs.

se liga no catálogo.

se liga no catálogo.

Ignorando completamente toda a sua tristeza, eles querem que você escolha a melhor – e última – vestimenta pro seu querido morto. Pô, o cara vai ser enterrado, ninguém vai nunca mais olhar pra esse caixão e eu tô triste pra cacete, por que tenho que escolher essas merdas? Não obstante, existem empresas que tentam tornar este momento menos pior. Em vão, claro. A Ossel, por exemplo. Eu e minha família temos um Plano Funerário. Sim, qualquer um de nós que decida morrer subitamente não causará aflições no restante das pessoas já que está tudo previamente pago, então, podemos mesmo morrer em paz a qualquer momento, sem culpa.

Quando a bisa morreu, então, chamamos um agente da Ossel. Em situações de nervosismo e choque, eu fico absurdamente idiota. Herdei da minha mãe. De modo que era trágico E cômico ver aquele cara com olheiras fundas e escuras parecendo o Tropeço da Família Addams chegando. Mantendo a seriedade, ele mostrou o catálogo DE FRASES PARA A COROA DE FLORES. “Mesmo longe, você estará em nossos corações”; “Teve uma vida difícil, mas alcançou enfim o descanso”; “A lua me traiu, brinks”, e assim por diante… Tudo muito empresarial e respeitoso.

Espero, afinal, que o amado Clô não passe por essas balelas da morte.

vou em paz, meu amor, HAHAHAHAH.

vou em paz, meu amor, HAHAHAHAH.

Indo pro bar ver Palmeiras e Corinthians, 15h ealgumacoisa.

- Se o Ronaldo fizer um gol hoje, eu tiro a roupa e danço pelada no balcão.
- Nossa, agora vou torcer muito pra ele fazer. Quero rir de você.

Ok, não afetou minha auto-estima, porque quem disse isso foi meu irmão. Mas era óbvio que, depois de ter jogado 27 minutos contra o Itumbiara, arfando e suando como um porco, Ronaldo não ia ser tão melhor assim a ponto de eu ter mesmo que rancar a roupa.

Primeiro tempo foi um marasmo. O sol de 47ºC de Presidente Prudente afetou a jogabilidade de todo mundo e até o Luxemburgo aboliu o paletó – sabe né, o cara tem estilo… Já vi ele berrando com jogador debaixo de uma puta chuva, com o terno que deve custar mais que meu antigo salário de estagiária, sem sequer se preocupar com o temporal. Começaram, então as várias piadas sobre o antigo fenômeno.

- Ele vai pedir água enquanto tá no banco, vai vendo.
- Dentinho, cuidado, o Dentão quer te comer e
*imagem do Ronaldo enfiando dedo no olho de outro jogador do Curintia*
- O Ronaldo gosta de pessoas. Homem, mulher, tanto faz, ele gosta de PESSOAS.

E assim foi, 45 minutos de seca nordestina com direito a parada técnica pra negada saciar a sede. Apostei que um gol sairia, sabe-se lá de quem, no início do segundo tempo. Dito e feito, meu Palmeiras mandou 1×0 aos 3 minutos do 2º. Minha mãe quase enfartou, engasgada com um pedaço de linguiça, socou a mesa, enquanto metade do bar festejava junto. Fiquei feliz também, mas não me exalto, minha felicidade é discreta.

estol felis, cério

estol felis, cério

A coisa esquentou, os gambás queriam revanche. Ronaldo entrou em campo e pouco depois, já aterrorizou com uma bola na trave. Verdade seja dita, tenho uma puta simpatia por ele. Gordo ou não, o cara foi o melhor do mundo três vezes. Não uma, nem duas, mas TRÊS espátulas para gordura George Foreman vezes. Cada lancezinho que alguém trombava nele, já me dava medo de ver aquele osso do joelho saindo pra fora feito armadilha de Satanás. Felizmente, o máximo que aconteceu foi ele ficar desidratado e emagrecer mais um quilo correndo.

Bola pra cá, bola pra lá, Palmeiras burro não fez o segundo gol. Até ali, qualquer carinho no amiguinho era considerado falta. Com seu apito conveniente, o juiz decidiu dar 4 minutos de acréscimo e iniciou-se a Operação Empata Corinthians. Nego caía, era socado, pisado, sodomizado e nada era falta. Juizão deixou rolar enquanto não saísse sangue – ou gol. Sem demora, Ronalducho cabeçeia a bola e tome empate AOS 49 DO SEGUNDO TEMPO.

AQUI TEM UM BANCO DE LOCO! LOCO POR TI, PORPETA!

AQUI TEM UM BANCO DE LOCO! LOCO POR TI, PORPETA!

- Desacredito.

Era a única coisa que eu conseguia pensar e dizer ao ver o fdp tentando subir no alambrado pra comemorar junto aos gambás, que imediatamente receberam borrachadas dos PM’s. Ao fim do momento orgástico, Ronaldo tomou cartão por ficar ensebando o jogo e o goleiro do Curintia também. Palmeiras desencanou e assim terminou o jogo.

A porção de linguiça acabou, a mãe ficou triste, e todos foram embora. Mas o que ninguém pode negar é que o gorduchinho tá de volta e NA PRÓXIMA FASE O PALMERA VAI TE METER GOL, SEU FDP@@@!!! E não, eu não tirei a roupa.

 

P.s.: O post com a segunda parte do carnaval fica pra próxima. Desculpem mesmo pela demora em atualizar, mas daqui pra frente vai ser só uma vez por semana. Sabe qual é, reza a lenda que arrumei estágio na Federação Paulista de Futebol… hehehe.

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